Sempre que experimento um modelo recém-atualizado, chego invariavelmente à mesma ideia: alterações aparentemente pequenas podem ter um impacto significativo, sobretudo quando aperfeiçoam algo que já tinha «nascido» bem.
O Audi Q4 e-tron 2026 ilustra isso na perfeição. Lançado na gama do fabricante alemão em 2021, assumiu a exigente missão de tornar a mobilidade elétrica da Audi mais acessível. Hoje, é o elétrico mais vendido da marca de Ingolstadt.
Para assegurar que continua competitivo, a Audi renovou os Q4 e-tron e Q4 Sportback e-tron para 2026. Conduzi-o em Munique, na Alemanha, e confirmei que as intervenções subtis feitas pela marca foram uma decisão acertada.
O que mudou?
No exterior, os Audi Q4 e-tron 2026 e Q4 Sportback e-tron 2026 recebem uma nova grelha Singleframe, agora pintada na cor da carroçaria. A novidade é acompanhada por faróis e para-choques redesenhados.
É no interior, porém, que se encontram algumas das alterações mais relevantes. O tabliê foi revisto e o Q4 e-tron passa a contar com dois novos ecrãs de 11,9″ e 12,8″, destinados ao painel de instrumentos e ao sistema de infoentretenimento, respetivamente. É uma configuração semelhante à adotada nos Audi mais recentes, como o Q3 e o A5.
Em opção, pode ainda ser acrescentado um terceiro ecrã de 12″, instalado em frente ao passageiro.
Mais eficiente que nunca
Ainda assim, a principal novidade do Audi Q4 e-tron 2026 não se vê: está no sistema motriz. Apesar de manterem as baterias de 63 kWh e 82 kWh, os modelos passam a utilizar um motor elétrico traseiro APP350 mais eficiente. Este disponibiliza 150 kW (204 cv) e 350 Nm, ou 210 kW (286 cv) e 545 Nm, consoante a capacidade da bateria.
A variante mais potente, denominada quattro performance, acrescenta um motor no eixo dianteiro. Assim, passa a ter tração integral e uma potência combinada de 250 kW (340 cv).
Com a bateria de 63 kWh, as autonomias anunciadas chegam aos 440 km no SUV e aos 451 km no Sportback. As versões equipadas com a bateria de 82 kWh anunciam, por sua vez, quase 600 km de autonomia em ciclo combinado WLTP.
Primeiras impressões ao volante
Tal como refiro no vídeo em destaque, no primeiro contacto pelas estradas de Munique conduzi aquela que considero ser a versão mais interessante da gama: a que associa o motor elétrico traseiro de 210 kW (286 cv) à bateria de maior capacidade. A autonomia anunciada é de até 592 km (WLTP).
A verdade é simples: a Audi prometeu maior eficiência e cumpriu. Após mais de 200 quilómetros percorridos, ficou claro que o consumo oficial de 14,8 kWh/100 km é não só perfeitamente atingível, como pode ser bastante inferior em determinadas condições: cheguei a registar menos de 12 kWh/100 km.
Para isso, basta recorrer às patilhas situadas atrás do volante, que permitem ajustar a intensidade da travagem regenerativa ou até parar totalmente o veículo.
De resto, o Q4 e-tron é, antes de mais, um Audi. Ou seja, é um verdadeiro devorador de quilómetros, sem se deixar definir pelo sistema motriz que o impulsiona. Mesmo em autoestrada, este SUV comportou-se como um «peixe dentro de água».
Em percursos mais sinuosos, o SUV elétrico mantém a sensação de robustez habitualmente associada à Audi. A direção apresenta o peso adequado, o chassis reage de forma previsível e o comportamento transmite confiança, mesmo a um ritmo mais elevado.
Disponível para encomenda
Os Audi Q4 e-tron 2026 e Q4 Sportback e-tron 2026 já podem ser encomendados em Portugal, com preços desde 49 998 euros e 51 998 euros, respetivamente.
As primeiras unidades chegam aos concessionários no final de julho. Conheça os preços de todas as versões neste artigo:
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