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Combustíveis: a tanga dos preços

Homem jovem com expressão surpresa abastece carro e consulta preços da gasolina no telemóvel numa bomba de combustível.

Tenho soluços. Só que, em vez do tradicional "hic", o som que me sai é muito parecido com a palavra "tanga". E precisamente hoje, quando me preparava para explicar os motivos da subida dos combustíveis, "tanga", que voltam a aumentar na próxima semana, "tanga".

Aumento das matérias-primas, "tanga"; custos de refinação mais altos, "tanga"; conflitos internacionais, "tanga"; impostos pesados, "tanga"; falta de capacidade de armazenamento, "tanga"; mercados voláteis, "tanga". A situação não está nada simples.

Só um susto resolveria isto: no primeiro trimestre deste ano, Galp, BP, Repsol, Moeve e Shell tiveram lucros de quase 11 mil milhões de euros, enquanto as 100 maiores petrolíferas europeias arrecadam 30 milhões por hora devido ao conflito no Médio Oriente. Irra!

Os soluços desapareceram. Acabou-se a tanga: fui abastecer com gasóleo e, para conseguir pagar o depósito, quase tive de deixar até as cuecas.

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Inês Margarida Carvalho

Inês Margarida Carvalho é especialista em mobilidade e planeamento de percursos, dedicada à análise e otimização de itinerários no contexto da rota x. Investiga dados de tráfego, segurança e acessibilidade para criar recomendações práticas, com interesse particular em sustentabilidade, experiência do utilizador e integração com soluções digitais de navegação.

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