Cerca de três anos depois de ter sido lançado, o Mercedes-Benz CLS recebe uma atualização subtil, tanto no habitáculo como no exterior. A principal novidade é a inclusão do OM 654 M na gama, a mais recente motorização Diesel da marca da estrela.
As alterações exteriores estão centradas na dianteira, onde o CLS passa a contar com um para-choques de desenho renovado. Este integra uma nova grelha e uma abertura inferior que atravessa toda a largura, incorporando a característica “asa”. A oferta exterior inclui também dois novos desenhos de jantes de 19″: com cinco raios duplos ou com múltiplos raios.
No interior, a alteração mais relevante é o novo volante multifunções em couro napa, apresentado pela primeira vez no Classe E aquando da sua atualização no ano passado. Há igualmente novas combinações disponíveis para os revestimentos do habitáculo.
OM 654 M chega ao Mercedes-Benz CLS
Estreado também no Classe E durante a respetiva renovação, o OM 654 M é o Diesel de quatro cilindros mais potente do mercado e representa a maior novidade do CLS atualizado.
Este motor equipa o CLS 300 d 4MATIC. A cilindrada aumenta ligeiramente, de 1950 cm³ para 1993 cm³, enquanto a pressão de injeção sobe de 2500 bar para 2700 bar. Conta ainda com dois turbocompressores de geometria variável. A mecânica é complementada por um sistema mild-hybrid de 48 V, com um motor-gerador elétrico que, em determinadas condições, pode acrescentar 20 cv e 200 Nm aos 265 cv e 550 Nm disponibilizados pelo motor.
As restantes motorizações, a gasolina e gasóleo, já eram conhecidas:
- CLS 220 d - 1.95 l (OM 654, 4 cil. em linha), 194 cv às 3800 rpm, 400 Nm entre 1600-2800 rpm, 6,4-5,5 l/100 km e 167-143 g CO₂/km;
- CLS 300 d 4MATIC - 2.0 l (OM 654 M, 4 cil. em linha), 265 cv às 4200 rpm, 550 Nm entre 1800-2200 rpm, 6,6-5,8 l/100 km e 172-153 g CO₂/km;
- CLS 400 d 4MATIC - 3.0 l (OM 656, 6 cil. em linha) 330 cv entre 3600-4200 rpm, 700 Nm entre 1200-3200 rpm, 7,4-6,7 l/100 km e 194-175 g CO₂/km;
- CLS 350 - 2.0 l (M 264, 4 cil. em linha), 299 cv entre 5800-6100 rpm, 400 Nm entre 3000-4000 rpm, 8,6-7,5 l/100 km e 196-171 g CO₂/km;
- CLS 450 4MATIC - 3.0 l (M 256, 6 cil. em linha), 367 cv entre 5500-6100 rpm, 500 Nm entre 1600-4000 rpm, 9,2-8,3 l/100 km e 209-189 g CO₂/km;
- CLS 53 4MATIC+ - 3.0 l (M 256, 6 cil. em linha), 435 cv entre 5500-6100 rpm, 520 Nm entre 1800-5800 rpm, 9,6-9,2 l/100 km e 219-209 g CO₂/km;
Mercedes-AMG CLS 53 4MATIC+
Tal como antes, não haverá variantes AMG 63 e, por isso, também não existirá um V8. Essa função fica reservada ao Mercedes-AMG GT 4 portas, sendo o Mercedes-AMG CLS 53 4MATIC+ a versão de topo da gama.
Mantém-se o já conhecido, e ainda recente, motor M 256 de seis cilindros em linha, que entrega 435 cv e 520 Nm e é igualmente assistido pelo sistema mild-hybrid de 48 V.
Ainda que não seja um 63, o 53 continua a ser rápido: cumpre os 100 km/h em 4,5s e, com o AMG Driver’s Package, atinge 270 km/h de velocidade máxima - de série, está limitado aos 250 km/h. Inclui também um Drift Mode.
A AMG disponibilizará ainda uma Limited Edition (edição limitada), restrita a 300 unidades. Distingue-se pela apresentação exclusiva no exterior e no interior - cores de carroçaria, elementos decorativos como faixas, jantes de 20″ com acabamento próprio, revestimentos interiores, entre outros. Inclui também, de série, equipamentos que são opcionais na versão regular, como o AMG Dynamic Plus Package.
Quando chega?
Não há novidades ao nível do infoentretenimento (MBUX), da conetividade ou dos assistentes à condução. No verão passado, o Mercedes-Benz CLS já tinha recebido diversas atualizações em todas estas áreas.
Agora apresentado, o renovado Mercedes-Benz CLS começará a chegar aos concessionários no próximo mês de julho.






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